A Geração das Soft Skills

24 de Outubro de 2016

 À data de hoje em todas as organizações se debate um sem fim de desafios para o futuro no que respeita à área dos recursos humanos.

As preocupações várias, vão desde o processo de captação de talento, como acima de tudo à sua retenção.

As organizações são cada vez mais mutáveis e a prova disso é a entrada no mercado de trabalho dos “millenials”, termo cada vez mais em voga para a caracterização de um grupo de profissionais com idades compreendidas entre os 18 e os 35 e que vive essencialmente por projetos.

É uma geração que se move pelos seus ideais individuais e que pouca “paciência” tem para a concretização. Somam assim experiências onde na equação entra fundamentalmente o “eu” não deixando espaço para o “nós” enquanto equipa ou organização.

Estas diferenças geracionais que o mercado tem vivido, têm permitido um investimento cada vez maior nos departamentos de recursos humanos das organizações, onde cabem cada vez mais funções especializadas, como o “HR Business Partner”, o “Talent Acquisition”, o “Conpensations & Benefits” no sentido de as próprias organizações realizarem uma autoscopia aos seus valores e encontrarem a sua identidade.

Este processo torna claro e evidente a acentuação da necessidade urgente de alteração dos critérios de escolha no momento da avaliação do candidato, mas principalmente no momento da escolha do mesmo.

Esta criação de valor e ganho de personalização das organizações tem vindo a dar uma preferência cada vez maior às soft skills em detrimento às hard skills, confiando que pessoas envolvidas, apaixonadas vão fazer mais pela organização ao mesmo tempo que desenvolvem as suas competências técnicas.

As hard skills são determinantes na análise e triagem curricular, mas numa entrevista ou mesmo já dentro de uma organização são as soft skills que determinam o sucesso do recrutamento no momento em que este é avaliado não só pela retenção do colaborador na organização, mas fundamentalmente na capacidade de as soft skills agirem como um potenciador máximo das competências de um colaborador nesta mesma organização.